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Montanha Mágica* Arte e Paisagem

2ª Edição 2019

Organização e coordenação científica / Curadoria Artística de Francisco Paiva (Faculdade de Artes e Letras da UBI) e Rita Sixto (Faculdad de Bellas Artes da Universidad del País Vasco)

 

21 e 22 de Novembro de 2019 | Real Fábrica Veiga e Real Fábrica de Panos

 

A edição de 2019 de Montanha Mágica* Arte e Paisagem vem aprofundar a 1ª edição 2018, de forma a constituir uma plataforma capaz de articular três processos fundadores da moderna relação entre a Arte, a Cultura e o Ambiente. Desde logo, (1) evocar a Paisagem enquanto modo de ver e representar, intimamente vinculado aos processos de predicação e criação artística, capazes de revelar ou projetar atributos de um qualquer território, exaltando-os simbólica e poeticamente; por outro lado, (2) discutir a relação dialética entre Natureza e Artíficio, com o propósito de refletir sobre os processos de transformação da Paisagem no tempo histórico, os seus motivos e as suas consequências; por fim, atendendo ao território montanhês atual, (3) promover a Investigação baseada na prática artística através de colóquios, ateliês, residências, exposições e instalações in situ.

O encontro Montanha Mágica* 2019 decorre em vários espaços e lugares, culminando no Simpósio de encerramento e nas Exposições, a inaugurar a 22 de novembro. Além das atividades que decorrem na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, o programa conta com residências artísticas na Serra da Estrela, no Monte Serantes, em Bilbau, e na região de Vinhais, Trás-os-Montes. A produção resulta de uma parceria entre os cursos do Departamento de Comunicação e Artes da UBI, em especial o seu Doutoramento em Media Artes, o LABCOM - Comunicação e Artes, o Museu de Lanifícios, a Faculdade de Belas Artes da Universidade do País Basco e o Grupo de Investigação LaSIA, contando com preciosas parcerias e apoios, de entre os quais de destacam a Câmara Municipal de Vinhais e o Laboratório de Artes na Montanha Graça Morais, de Bragança.

MM* 2019 (Francisco Paiva)

PROGRAMA

// 21 Nov 2019 (15h-18h) | Reunião da Comissão Científica > Museu de Lanifícios (Auditório)

// 22 Nov 2019 (9h-18h) | Simpósio > Biblioteca Central (Auditório)

// 22 Nov 2019 > 5 Jan 2020 | Exposições > Museu de Lanifícios (Galerias)

  • 18h00 > Inauguração das Exposições com Rita Salvado (Museu de Lanifícios), Francisco Paiva (LabCom-UBI) e Rita Sixto (LaSIA-FBAUPV)

 

EXPOSIÇÕES

MM* 2019 # 01 > Patente até 24 de novembro

DANIEL MOREIRA E RITA CASTRO NEVES (Átrio do Museu de Lanifícios / Núcleo Real Fábrica Veiga)

A. Objeto imaginário com montanha em movimento
B. Montanha (estudo)
Primeiro temos uma mesa, para o estudo da matéria. Aqui se acumulam possibilidades várias a propósito de uma montanha. É uma montanha e é a montanha, que se repete na sua diferença. Matérias e escalas experimentam-se num acúmulo de conhecimentos. É um estudo e de certa forma o nosso pequeno studiolo. Depois, Objeto imaginário com montanha em movimento é uma estrutura de uma simplicidade desarmante e à vista, que mostra e demonstra a sua própria arquitetura. Finas ripas estruturam uma cobertura de papéis translúcidos unidos com fita de papel, numa manta que é uma coleção. Esta montanha-tenda-abrigo-eacute;cran-de-projeção é o lugar para apresentar uma animação em stop motion de uma mesma montanha representada bi-dimensionalmente (a bidimensionalidade do desenho e - digamos - a bicumicidade da forma típica da montanha com dois cumes). As ripas são de madeira e o papel é vegetal. O filme é feito pela sucessão desregrada e atípica de 24 desenhos, cada desenho um frame, mas juntos perfazendo bem mais do que um segundo: a montanha anima-se. Será mais do que andar na montanha: é montanhar. Paramos na nossa caminhada, a imagem no escuro do binóculo treme, o que vemos movimenta-se. E ainda parados, sobre o corpo: o vento.

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MM* 2019 # 02 > Patente até 5 de janeiro de 2020

UNAI REQUEJO, VEVA LINAZA E RITA SIXTO (Átrio / Núcleo Real Fábrica Veiga)

ASCENSO AL SERANTES, DESPUÉS DE PETRARCA

Muestra de trabajo en proceso del Seminario Serantes, del grupo de investigación laSIA, UPV/EHU.

La carta fechada por Francesco Petrarca en 1336 (Familiares IV, 1: La ascencion al Mont Ventoux), ha venido considerándose un texto clave en la historia del alpinismo; um relato de carácter autobiográfico en el que conflyen la percepción estética de la naturaleza y el peso de la alegoría moral. Para el grupo de investigación laSIA, la lectura de este texto -incentivada por la Profesiora Adraiana Veríssiom en la pasada edición de Montanha Mágica* - supuso el inicio de una línea de trabajo.

El Monte Serantes, a pesar de su altura modesta (451 m), es una estratégica atalaya sobre la costa del mar Cantábrico. Rodeado de una importante zona minera que fue motor de la industrialización del País Vasco, se sitúa a la izquierda de la entrada de la Ría de Bilbao, wsobre el puerto. Su cima es un privilegiado lugar desde donde observar, tanto la costa como la cuajada área metroplolitana. Pero además, el Serantes constituye una referencia muy especial para nosotros, al ser visible desde prácticamente cualquier lugar de la comarca: en ocasiones un cono perfecto, que se transforma al recorrer el territorio.

El Seminario Serantes conjuga el interés por la montaña como enclave simbólico en el pasaje, con el ejercicio de la investigación desde la práctica del arte; siendo esta última una cuestión fundamental para laSIA, esta expoisición debe entenderse no como un conjunto de piezas artísticas, sino como un modo de exponer (de abrir a la discusión) una investigación artística que todavía está en proceso.

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MM* 2019 # 03  > Patente até 5 de janeiro de 2020

JESÚS OSÓRIO (Galeria / Núcleo Real Fábrica Veiga)

A exposição de Jesús Osório é composta por uma série de objetos, desenhos, pintura e fotografias que materializam a investigação resultante da residência artística de três meses, atrás referida, coordenada pelo Professor Francisco Paiva no âmbtio do Programa de Residências Científicas Internacionais da UBI, com o apoio da Faculdade de Belas Artes da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Granada e a colaboração do New Hand Lab (Covilhã).

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MM* 2019 # 04  > Patente até 5 de janeiro de 2020

Miguel Bandeira Duarte (Corredor das Fornalhas II - Galeria / Núcleo Real Fábrica de Panos)

MOVIMENTO EM PAISAGEM (FRAGMENTOS: ALVÃO)

Miguel Bandeira Duarte é licenciado em Design de Comunicação (FBAUL/1994) e doutorado em Belas-Artes: Desenho (FBAUL/2016) com a tese "O lugar e o objeto como circunstância do esquisso", financiada pela FCT. É professor Auxiliar na Escola de Arquitetura da Universidade do Minho e diretor do Museu Nogueira da Silva, unidade cultural da UM desde 2015. É membro investigador do "Lab2PT - Laboratório de Paisagens, Património e Território" e editor da revista PSIAX e coordenador do Estúdio UM desde 2008.

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 Exposição / Instalação

Draperies

De João Castro Silva

Desde 8 de fevereiro de 2018 | na Real Fábrica Veiga (Área Arqueológica)

 

 

Draperies

Em escultura, por draperie entende-se todo o tipo de indumentárias ou tecidos que representem conjuntos de pregas. Intimamente ligado à representação do corpo humano, as draperies contribuem para a caracterização individual de caracteres. A dinâmica da draperie e a sua capacidade expressiva têm sido continuamente explorados pelos escultores na diferenciação de tipo humanos, proporções, gestos e atitudes.

As draperies acentuam também a perceção de movimento e criam uma maior quantidade de zonas de luz e de sombra sem as quais uma escultura poderá não ter mais que uma tonalidade uniforme de cinzentos.

A plasticidade natural dos tecidos e a possibilidade de com eles se criar uma enorme variedade de tonalidades, fruto da relação entre côncavos, convexos e a luz, permite a exploração do claro/escuro no tratamento de superfícies escultóricas.

João Castro Silva, 2017

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Consultar a Folha de Sala aqui

Local
Museu de Lanifícios da UBI / Núcleo da Real Fábrica Veiga (Área Arqueológica)
Calçada do Biribau, s/n (ao Parque da Goldra), 6201-001 Covilhã
GPS40º 16' 37" N 7º 30' 29" W  

Datas
Desde 8 de fevereiro de 2018

Horário
De terça a domingo, das 9h30 às 12h00 e das 14h30 às 18h00

Condições de acesso
Entrada livre e gratuita


Instalação artística

Corrente, de Micaela de Vivero

 

Desde 24 de abril de 2018 | Real Fábrica de Panos (Tanque de Água)

 

A existência de abundantes cursos de água na covilhã foi uma das razões fundamentais para a implantação da indústria têxtil na cidade. Por esta razão, durante este mês de residência artística no Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior, olhei para o uso e o recurso da água.

Com esta obra, intitulada Corrente, quero salientar a importância da água no processo de criação têxtil, assim como a beleza do espaço do tanque de água, uma estrutura arquelógica preservada. Com cor e direcionalidade, quero criar a possibilidade de imaginários sobre a presença iminente da água.

Micaela de Vivero (24 de abril de 2018)

Nota biográfica

Micaela de Vivero é natural do Equador e reside atualmente em Ohio, nos E.U.A., onde é professora na Universidade de Denison. O seu trabalho tem sido exposto, individual e coletivamente, em vários países: Equador, Colômbia, Brasil, E.U.A., Espanha, Portugal, Irlanda, Finlândia, Áustria, Suíça, Bulgária, Arménia e Portugal.

Realizou, durante abril de 2018, uma residência artística no Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior.

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Local
Real Fábrica de Panos (Tanque de Água) | Rua Marquês d'Ávila e Bolama, 6201-001 Covilhã -- Portugal

Horário
De terça-feira a domingo, das 9h30 - 12h00 e das 14h30 - 18h00

Condições de ingresso
Entrada livre e gratuita