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 Exposição Coletiva de Artes Têxteis

Reflexos

Cristina Lopes, Etelberta Oliveira, Flora Silva e Margarida Mariz

 

De 16 de fevereiro (17h30) a 8 de abril de 2018| Real Fábrica Veiga

 

No próximo dia 16 de fevereiro, pelas 17h30, Galeria de Exposições da Real Fábrica Veiga, será inaugurada a exposição coletiva de Artes Têxteis Reflexos, que contará com a presença de quatro talentosas artistas/artesãs:

  • Cristina Lopes, marca Maarana – coisas com história, com uma mostra de peças em burel
  • Etelberta Oliveira, marca Tecer Ideias, apresenta peças tecidas em tear manual
  • Flora Silva, marca feltconnection, com peças de extraordinária leveza concebidas com lã feltrada de forma artesanal misturada com seda
  • Margarida Mariz, marca Com raiz, com peças executadas em crochê.

 

Sinopse

Por entre luz e formas, surgem reflexos que cada um perceciona de forma diferente.

Apresentam-se nesta exposição:

  • Quatro artesãs
  • Quatro técnicas
  • Quatro abordagens
  • Um material: a lã, fibra nobre, orgânica, ecológica e sustentável

Para além da paixão pelos têxteis e, especialmente, pela matéria-prima lã, tão presente nos trabalhos das quatro artistas/artesãs da região de Lisboa, transparece um saber-fazer que se perde no tempo e que lhes importa recuperar e preservar. A sua identidade está marcada pela lã, que as une e inspira. São diferentes abordagens e técnicas, mas sempre com a modernidade e um design inspirador, que não dispensa a estética, funcionalidade mas também as características que contribuem para cimentar a nossa identidade nacional.

Cristina, Etelberta, Flora, Margarida (2017)

Notas Biográficas

Cristina Lopes com Maarana – Coisas com história

Reflexos são as formas geométricas com que a Natureza nos brinda a cada dia.
É na Natureza que encontramos a maioria das formas geométricas
que usamos em objetos do quotidiano,
e é nela em que me inspiro e deleito com a imensidão de possibilidades.

Embora seja natural de Lisboa, onde também estudou, reside em Cascais onde exerce a sua profissão. Com a licenciatura em Psicologia Forense e Exclusão Social, contudo, foram as artes que sempre a motivaram. Há três anos, inicia o Projeto Maarana-coisas com história, com a criação de peças de decoração de interiores executadas com burel.

Desde há dois anos, com o Cartão de Unidade Produtiva Artesanal e Cartão de Artesã, apresentou, em 2014, este projeto ao público na Feira Internacional do Artesanato (FIA), em Lisboa.

O projeto Maarana-coisas com história concretizou-se com a descoberta do tecido BUREL, um material nobre, ancestral, resistente, impermeável, acústico, térmico, e tão nosso, mais nacional, orgânico, ecológico e sustentável.

Testou o material com os padrões idealizados que permitissem várias aplicações e o resultado superou as expectativas. Além de não desfiar, todos os trabalhos ganhavam um ar contemporâneo, muito clean e prático. Foi assim que Cristina Lopes com a marca Maarana construiu a sua identidade no mundo da decoração de interiores com peças exclusivas e inovadoras.

Saiba +: www.Maarana-coisascomhistoria.com // https://www.facebook.com/maaranacoisascomhistoria // https://www.instagram.com/cristina.maarana


Etelberta Oliveira com Torcer Ideias

Com teias e tramas, respeitar a matéria-prima e usar a lã, é um privilégio enquanto autores no ateliê Torcer Ideias,
usá-la transversalmente no trabalho é um desafio e os encolhimentos são inspiradores para nós enquanto criativos.
A nossa paixão é assumida pela nobreza deste bem tão estruturante e presente na indústria e na cultura nacional.

A tecelagem recolocou Etelberta Oliveira no caminho das artes trinta anos depois da Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa, e dos cursos de Estudos complementares em Artes Gráficas e em Equipamento de Decoração, onde descobre a sua paixão pelos têxteis. O reencontro com a tecelagem dá-se nos anos 90 do séc. XX, com uma oficina do Museu Nacional do Traje, em Lisboa, ministrada por Altina Martins.

Ao longo do seu percurso profissional foi sempre contactando com o mundo dos têxteis, quer enquanto comercial de diferentes fábricas do norte do país, quer com a administração de duas lojas: Fitas & Laços (Lisboa, 1995) e Mira Mi Hogar (Huelva, 2002). Também apoiou a conceção de peças de malha para bebés numa coleção com matéria-prima nacional produzidas numa fábrica familiar. Em 2009, torna-se aluna de Isabel Bordaleiro no Museu Nacional de Etnologia, em Lisboa.

Em 2013, surge o ateliê Torcer Ideias, com dedicação exclusiva a projetos de tecelagem artesanal, que divulgam em mercados, feiras e lojas de artesanato da capital, mantendo sempre como imagem de marca o trabalho ao vivo. Entretanto, Miguel Oliveira, com o curso em Estudos Africanos, abraça o projeto em 2015 e abrem portas no Mercado Alfacinha, reforçando o percurso da tecelagem nos mercados de Lisboa, com presença assídua no certame Sábados da Ribeira. Mãe e filho, a quatro mãos, criam uma nova abordagem aos têxteis artesanais, desenvolvendo uma tecelagem “urbana”, de autor. Do linho à seda, das tapeçarias às écharpes, ambos zelam pela defesa de um artesanato autêntico, pelo uso das melhores matérias-primas e por peças com vincada identidade. Na Rede de Artes e Ofícios de Lisboa, entre os trabalhos executados pelo Torcer Ideias, dão destaque à écharpe de encolhimento com lã bordaleira, ao colete em burel com gola em tecelagem e a várias peças com tecidos em sobreposição, com bandas justapostas em diferentes camadas.

Etelberta Oliveira também ensina tecelagem manual na Associação dos Artesãos da Região de Lisboa (AARL), mas, também, no Torcer Ideias. Aqui, mãe e filho, ambos formadores certificados pelo IEFP, apresentam os processos de tecelagem, mas refletem também no seu trabalho o uso de técnicas complementares, como as malhas ou o macramé, e promovem a revitalização e modernização das artes e ofícios. No âmbito da mostra de invenções, criatividade e engenho, Maker Faire Lisboa 2013, respondem ao desafio do FabLab da Câmara Municipal de Lisboa, e constroem um tear protótipo em acrílico e madeira, o Etelbert.


Feltconnectionby Flora Silva

Os Reflexos são um manto que cobre a água, criando formas e padrões ondulantes…leves.

Flora Silva nasce em França em 1971, onde fez a escola Primária. Em 1983, vem para o norte de Portugal com os pais. Frequenta um curso técnico-profissional de Design de Moda na Escola Secundária Aurélia de Sousa, no Porto, e, após trabalhar durante alguns anos na indústria têxtil, prossegue os seus estudos na Escola Superior de Educação - Educação Visual e Tecnológica. Com Carta de Artesão aprovada pela CEARTE, participa em vários mercados de autores na zona de Lisboa, para além de participar na Feira Internacional de Artesanato de Lisboa (FIA) e na Lisboa Design Show.

A FeltConnection by Flora Silva nasce de uma paixão, uma ligação forte com a técnica de feltragem, de uma vontade irresistível de trabalhar esta arte e de criar elementos a partir da lã, cheios de cores e de texturas. Num processo muito individual, realiza muitas experiências, misturando lã merina com seda e outras fibras naturais, como o bambu e o linho. Concebe peças únicas, numa vertente de Wearable Art, não esquecendo a sua comercialização. Procura desenvolver formas leves, fluídas, com um design prático e versátil, podendo a mesma peça ser usada de diversas formas. Combina lãs como se fossem pinturas, sedas como velaturas e, de forma lúdica surgem peças com linhas orgânicas.

Atualmente, procura conjugar o desafio de ensinar artes aos mais pequenos e a paixão pela feltragem.

Saiba +: www.feltconnection.pt // www.facebook.com/florafeltconnection // Instagram:  https://www.instagram.com/feltconnectionbyflorasilva/


Margarida Mariz – Com Raiz

Margarida Mariz nasce no Porto, mas foi em Trás-os-Montes que passa a infância até aos 15 anos. Foi com esta idade que muda para o Porto e estuda Artes na Escola Artística Soares dos Reis. Mais tarde, transfere-se para Lisboa onde estuda Design de Interiores na Escola Superior de Artes Decorativas (ESAD) até 2008. Quando termina o curso trabalha no MUDE – Museu do Design e da Moda e mais tarde numa loja de móveis Vintage.

Apesar de ter saído muito cedo do lugar onde viveu, nunca deixou de ter uma relação profunda com as raízes e memórias da aldeia, assim como com os ritmos da natureza e do tempo.

Em 2012, cria a marca Com Raiz, com o objetivo de criar produtos de inspiração portuguesa, reanimando tradições esquecidas que se vão perdendo ao longo de várias gerações, e que, apesar de não se adaptarem aos dias de hoje, não perderam completamente a sua funcionalidade, originalidade e sentido estético.

É uma marca que pretende reanimar e reconstruir memórias, desenhos, técnicas, cores, formas, ideias ou conceitos que já tenham sido esquecidos ou que já estejam em desuso.

O universo Com Raiz assenta na criação e divulgação de produtos que valorizem e recuperem a cultura regional e nacional. Os produtos criados têm sempre um cariz artesanal, único e de qualidade, orientados para um público que valorize as tradições portuguesas.

Ver Cartaz e Convite


Data
De 16 de fevereiro a 8 de abril de 2018

Horário
De terça-feira a domingo, das 9h30-12h00 e das 14h30-18h00

Local
Museu de Lanifícios da UBI/Núcleo da Real Fábrica Veiga
Calçada do Biribau, s/n (ao Parque da Goldra), 6201-001 Covilhã--Portugal
GPS: 40º 16' 37" N 7º 30' 29" W  

Contactos
Tel. + 351 275 241 411/275 241 410 | E-mail muslan@ubi.pt (Geral)

Acesso
Entrada livre e gratuita


 Exposição / Instalação

Draperies

De João Castro Silva

De 8 de fevereiro a 24 de junho de 2018 | na Real Fábrica Veiga

Inauguração: 8 de fevereiro (17h00-18h30)

Draperies

Em escultura, por draperie entende-se todo o tipo de indumentárias ou tecidos que representem conjuntos de pregas. Intimamente ligado à representação do corpo humano, as draperies contribuem para a caracterização individual de caracteres. A dinâmica da draperie e a sua capacidade expressiva têm sido continuamente explorados pelos escultores na diferenciação de tipo humanos, proporções, gestos e atitudes.

As draperies acentuam também a perceção de movimento e criam uma maior quantidade de zonas de luz e de sombra sem as quais uma escultura poderá não ter mais que uma tonalidade uniforme de cinzentos.

A plasticidade natural dos tecidos e a possibilidade de com eles se criar uma enorme variedade de tonalidades, fruto da relação entre côncavos, convexos e a luz, permite a exploração do claro/escuro no tratamento de superfícies escultóricas.

João Castro Silva, 2017

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Consultar Folha de Sala aqui


Local
Museu de Lanifícios da UBI / Núcleo da Real Fábrica Veiga (Área Arqueológica)
Calçada do Biribau, s/n (ao Parque da Goldra), 6201-001 Covilhã
GPS40º 16' 37" N 7º 30' 29" W  

Datas
De 8 de fevereiro a 24 de junho de 2018 (Prolongamento)

Horário
De terça a domingo, das 9h30 às 12h00 e das 14h30 às 18h00

Condições de acesso
Entrada livre


 Exposição de Fotografia

Boa sorte, vai correr bem!

de Eduardo Camilo

Exposição inserida no Encontro Anual "ALUMNI, 40 Anos Depois" 2018

De 17 de fevereiro a 18 de março de 2018 | Real Fábrica de Panos (Galeria)

 

SINOPSE 

O início do semestre jaz distante como o frio da Serra, as presenças foram dadas a custo e a participação conseguida com algumas larachas e brilharetes ditos a medo. Hoje é dia de frequência e tudo se resume ao que acontece naquela sala de tormentos consentidos. De apontamentos em punho, a malta vai decorando os últimos esquemas e conceitos, fechando os olhos para ajudar o cérebro a assimilar todos aqueles gatafunhos escritos em correria coletiva. Eu devia estar a fazer o mesmo, mas a música ecoada nos meus auriculares tem o dom de me deixar mais calmo, pelo menos até o professor surgir a passo largo, cintilante, em direção à sala 2.06.

Aos que se esqueceram da folha de frequência, aos que tremem como varas verdes, aos que têm a matéria toda na ponta da caneta e aos que nunca percebem as perguntas à primeira. Aos que riscam e rabiscam desenfreadamente, aos que pensavam que o teste era de consulta, aos que querem saber quanto tempo falta, mas também aos que escrevem à velocidade da luz. Aos que têm uma fatídica "branca", aos que querem saber a nota miníma para exame, aos que estão mesmo aflitos para ir à casa de banho e aos que não vão ter tempo de passar tudo a limpo...

Boa sorte, vai correr bem!

Pedro Bento (Licenciatura em Ciências da Comunicação, 2012-2015)

Ver Cartaz

Local
Museu de Lanifícios da UBI / Núcleo da Real Fábrica de Panos (Galeria)
Rua Marquês d'Ávila e Bolama, 6201-001 Covilhã
GPS: 40º 16' 37" N 7º 30' 29" W  
Tel.: 275 241 411 / 410 | E-mail: muslan@ubi.pt

Datas e Horário
De 17 de fevereiro a 18 de março, de terça a domingo, das 9h30-12h00 e das 14h30-18h00

Acesso
Entrada livre e para todas as idades