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Conferência

Novos Desafios para as Aldeias: o caso das Aldeias de Xisto

Organização da ADXTUR e o apoio do Museu de Lanifícios da UBI

 

14 de março (quarta-feira), 17h00-18h30 | Real Fábrica Veiga (Auditório)

 

No próximo dia 14 de março, quarta-feira, entre as 17h00 e as 18h30, terá lugar no Núcleo da Real Fábrica Veiga do Museu de Lanifícios a conferência "Novos desafios para as aldeias: o caso das Aldeias de Xisto".

Com a organização da ADXTUR - Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto, a conferência conta com a presença de três diferentes oradores, em três línguas:  português, inglês e espanhol.

Oradores:

17h00 // Receção

17h15 // Novos Desafios para as Aldeias: o caso das Aldeias de Xisto | Rui Simão (Coordenador da ADXTUR)

Sinopse: O assentamento humano não ocorre por acaso. Os seres humanos fixam-se onde encontram vantagem. O uso da terra e dos recursos locais justifica o povoamento e em particular o surgimento e a persistência das aldeias. As aldeias têm perdido relevância porque a terra e seus recursos têm vindo a perder importância no rendimento das pessoas e das comunidades. Para as aldeias que permanecem activas, o turismo tem-se transformado numa importante fonte de rendimento. Mas para explorar os nichos de mercado das aldeias é fundamental salvaguardar a cultura e o património local, no seio de um ecosistema saudável. Importa, pois, desenvolver novos negócios que possam integrar a agricultura, o artesanato, o design e o turismo e construir novos modelos comerciais que respondam à crescente procura pelo bem-estar e pela harmonia com a natureza.

17h30 // Próximos Passos: O laboratório Terra e o Regresso do Linho | Yoád David Luxembourg (Business Development and Design Consultant)

Sinopse: O regresso da plantação do linho às margens do rio Zêzere, na Aldeia do Xisto de Janeiro de Cima, no Fundão. Apesar do desaparecimento do cultivo, a tradição da tecelagem do linho mantém-se viva na comunidade e na Casa das Tecedeiras. O objectivo deste projeto é voltar a ligar as pessoas à terra, desenvolvendo novas áreas de negócio que integrem agricultura, artesanato, design e turismo, apoiadas na construção de novas ligações à procura global de bem-estar e de responsabilidade ambiental. Vai ser desenhado e implementado com as pessoas da aldeia todo o ciclo de produção, transformação e comercialização de fios de linho orgânico, incluindo o tingimento, a tecelagem e o design, associados ao desenvolvimento dos serviços turísticos.

17h45 // A reintrodução dos tingimentos naturais no ambiente rural | por Alicia Mediavilla Arranz (artista têxtil especialista em Tingimento Natural / Estudio Textil - Slow Fiber Studio)

Sinopse: As técnicas de tingir, pintar e estampar com tintas orgânicas extraídas a partir de plantas e insectos são altamente beneficias para o meio ambiente e para o bem-estar das pessoas. Nos últimos anos existiu um crescimento da procura de produtos feitos com tintas naturais. É uma oportunidade económica e sustentável para renovar e activar a relação com o meu rural e os seus recursos, nomeadamente com as águas, as terras e o bem-estar das populações. A reintrodução nas aldeias de plantas para tingimentos, o seu cultivo e a utilização das tecnologias mais actuais vai também posicionar as aldeias como parte da solução para um problema de escala mundial.

18h00-18h30 // Visita orientada ao Núcleo da Real Fábrica de Panos do Museu de Lanifícios (área das tinturarias setecentistas fundadas por Marquês de Pombal em 1764)


Local
Museu de Lanifícios da UBI
Núcleo da Real Fábrica Veiga / Centro de Interpretação dos Lanifícios (SEDE)
Calçada do Biribau, s/n (ao Parque da Goldra), 6201-001 Covilhã -- Portugal
GPS: 40º 16' 37" N 7º 30' 29" W  

Data
14 de março | 17h00 - 18h00

Acesso
Entrada livre.