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Exposição

Teias da Terra

Estudo sobre as lãs das raças ovinas autóctones portuguesas

Alice Albergaria Borges

 

De 18 de abril de 2026 a 13 de janeiro de 2027 | Real Fábrica Veiga

Inauguração: 18 de abril de 2026 | 16h30

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

 

Mostra do trabalho desenvolvido por Alice Albergaria Borges no contexto do Mestrado em Design de Produto da ESAD.CR a partir das lãs das 16 raças ovinas autóctones portuguesas. O projeto nasce como reação à atual crise da lã, uma vez que, neste momento, a maior parte das lãs nacionais são desperdiçadas, transformando um recurso natural valioso num problema ambiental e económico.

 

Sinopse

A classificação atualizada das raçasde ovelhas autóctones portuguesas revela que, em diferentes graus, todas se encontram ameaçadas de extinção. Apesar da sua relevância no equilíbrio dos ecossistemas, estas ovelhas têm pouco rendimento económico em comparação com raças estrangeiras. Utilizar a lã destas ovelhas significa valorizar um recurso já existente, que, apesar do seu potencial, é normalmente negligenciado.

Pano da terra era o nome dado, durante a Idade Média, aos tecidos fabricados localmente a partir dos recursos endógenos. O projeto Teias da Terra foi organizado por teias - conjunto de fios longitudinais num tecido, que se montam no tear -, desenvolvidas a partir das viagens de campo realizadas na primeira fase do projeto, procurando reunir, de forma tanto material como metafórica, os encontros com ovelhas, pessoas e plantas.

Da recolha efetuada, desenvolveram-se fios e amostras tecidas à mão, apresentando uma reflexão atual sobre a importância destes ofícios como ação de resistência ao consumo rápido e superficial do têxtil. A lã foi procurada diretamente a criadores, interpretando os encontros e lugares. Procurou-se valorizar as cores naturais das lãs, além de realizarem-se experiências de tingimento com corantes naturais a partir de plantas dos respetivos territórios, considerando a biodiversidade e recursos disponíveis, respeitando os seus ciclos e ritmos naturais.

 

Nota Biográfica

Alice Albergaria Borges nasceu em Lisboa em 1997.
 Aos 5 anos foi viver para a ilha de São Miguel, Açores, de onde é natural a sua mãe.

Estudou Produção Artística Têxtil na Escola Artística António Arroio (Lisboa) e licenciou-se em Design Têxtil na Chelsea College of Arts (University of the Arts London). Recentemente, terminou o Mestrado em Design de Produto na ESAD.CR (Instituto Politécnico de Leiria), com um projeto de investigação sobre a lã das diferentes raças ovinas autóctones portuguesas, intitulado Teias da Terra (2025).

Atualmente trabalha como tecedeira independente, numa prática que se dirige principalmente à exploração, preservação e partilha de técnicas têxteis tradicionais, como a fiação manual da lã, a tinturaria natural, o crochê e a tecelagem manual, numa abordagem contemporânea com especial atenção para a sustentabilidade da produção têxtil. Cria objetos têxteis com fibras exclusivamente naturais, tingidas à mão com ingredientes também naturais, tanto com fins úteis como contemplativos, além de dinamizar oficinas práticas de fiação, tinturaria natural e tecelagem.


Local
Real Fábrica Veiga (Calçada do Biribau, s/n, Covilhã)

Datas
18 de abril de 2026 a 15 de janeiro de 2027

Horário
De terça a sábado, das 10h-13h e das 14h30-18h

Acesso
Entrada gratuita

Contactos
Tel.: + 351 275241411 (Chamada para a rede fixa nacional) | E-mail: muslan@ubi.pt